
Isso sempre acontece comigo!

O quão é difícil dizermos que somos livres hoje em dia?
Às vezes achamos que está tudo certo por estamos confortáveis, seguros e supostamente felizes. Mas já se perguntaram, se isso é o bastante?
Tenho vontade de desaparecer, sabe? Pegar meu par de botas, uma mochila, enfiar uns trocados no bolso, separar algumas coisas essenciais e meter o pé na estrada. Talvez com uma bicicleta, sabe?
Já notaram o quanto somos apegados ao material? O quanto nos prendemos às coisas fúteis, como internet, carros caríssimos, casas fantásticas, roupas e calçados de grifes, jóias, enquanto não paramos para experimentar um pouco da sensação da extinta liberdade?
São coisas assim que me fazem refletir sobre como o que devo realmente fazer? Por onde devo ir? como devo prosseguir? Será que isso me fará bem? Será que fará bem, aos que me cercam?
Tantas perguntas às vezes nos atrasam, nos deixam com medo de arriscar. Medo de meter a cara no mundo por receio de nos ferirmos. Não, não é assim que deve ser, concordam?
A insegurança me privou de antas coisas no passado, que agora não me é mais um obstáculo. O arrependimento não está mais em cogitação. Eu faço o que sinto que devo fazer, mas com apenas uma coisa em mente: minha liberdade.
Parece egoísmo, não parece? Mas já perceberam que quando estamos felizes de verdade, sendo livres, cercados do que nos agrada, sem prejudicar o próximo, é quando mais estamos próximos da essência de nossa existência?
Talvez não seja esse meu lugar, então ainda procuro por onde devo ir. Seja nos confins do mundo, onde a terra está coberta pela sublime camada de neve, ou seja onde as dunas de areia cobrem o horizonte, ou até mesmo onde o mar revolto bate, consumindo aos poucos as rochas litorâneas. Mas que este lugar, me proteja de toda poluição que, por milênios, foi cada vez mais aumentando.
